Carol Seiler

Somos todos brasileiros
Instalação / fotogradia

RODRIGO E TATIANE
São duas imagens impressas e matelassadas  em tecido para que atinjam a tridimensionalidade. São fotografias que tirei através do portão de minha casa, de dois pedintes, o Rodrigo e a Tatiane. As grades, que estão em primeiro plano, são ressaltadas pelas costuras, acolchoadas, ficando em relevo e se projetando ao campo do observador.
No momento de preencher a ficha de inscrição, precisei escolher entre as categorias: “fotografia”, “objeto artístico”, “pintura” ou “instalação”. Meu trabalho encaixa-se em qualquer uma destas categorias. Optei pela instalação, uma vez que o espectador, ao deitar-se sobre os “colchões”, funde-se à própria obra. Pretendo que ele sinta a estranheza do aconchego de um excluído. Os excluídos, quando recebem o espectador, deixarão de ser indigentes, voltando às “personas” de Rodrigo e Tatiane.
Os “colchões” serão colocados diretamente no chão, de preferência em um espaço
ou sala vazia. Cada colchão tem medida padrão, ou seja, 0,88 x 1,88 m.

(Este trabalho está catalogado no 9ª Salão de arte da Bahia, onde ficou exposto no M.A.M. entre 2002 e 2003.)

REAL – SOFÁ
É um sofá de dois lugares, acolchoado, medindo 105 cm x 0,75 cm x 126 cm. e recoberto por tecido de tafetá impresso com duas figuras de pessoas que moram na rua, sentados no local em que as fotografei.
Esta obra também, como “Rodrigo e Tatiane”, poderá ser considerado fotografia, escultura, pintura, objeto artístico ou instalação. Optei pela última pois considero que é aquela que permite ao espectador uma maior interação, pois poderá sentar-se sobre ele, sentindo o incômodo de fazê-lo sobre outra pessoa. As imagens são de pessoas carentes, indigentes, o que incomoda ainda mais, já que a maioria os evita, tem dificuldade até em observá-las, quanto menos de aproximar-se para conversar. São as pessoas excluídas que acolhem o espectador.

O “Sofá” deverá ser colocado diretamente no chão, para que os espectadores sentem-se sobre eles, sentindo o relevo do mesmo, já que as figuras foram contornadas com costura, acolchoadas, ficando destacadas do fundo.

“Eu quero que toda a pintura tenha o prazer de repousar em uma boa poltrona”…
                                                                                                                  Matisse

EU NÃO SOU PARAÍBA NÃO!
É uma cadeira de madeira com ima imagem fotográfica de um indigente. Foi fotografado em 2002 nas ruas de São Paulo, estava sentado no chão. A cadeira é ele mesmo. Mede
1,21m x 0,71m x 0,70 m. (será apresentado sem a mesa) e como as outras obras, é um objeto que faz parte da instalação “Somos todos brasileiros”!

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s